"A Carta Roubada", de Edgar Allan Poe, conta a história de uma carta de grande importância que desaparece dos aposentos reais e é usada para chantagem. A polícia, incapaz de encontrá-la, recorre ao detetive C. Auguste Dupin, que, usando sua engenhosidade e método dedutivo, descobre que o ladrão, um ministro, a escondeu à vista de todos, em um lugar que a polícia não consideraria. Dupin, lembrando-se de uma antiga queixa contra o ministro, recupera a carta e a substitui por uma falsificação, garantindo que o ministro sofra as consequências de seus atos.
Sinopse detalhada:
A história começa com o prefeito de polícia de Paris solicitando a ajuda de Dupin para encontrar uma carta roubada. A carta, de grande valor político e comprometendo uma figura influente, foi roubada pelo Ministro D--, que a usa para chantagear a rainha. A polícia, apesar de suas buscas exaustivas na casa do ministro, não consegue localizar a carta. Dupin, no entanto, deduz que o ministro, sendo um homem astuto, não a esconderia em um local onde a polícia esperaria encontrá-la. Em vez disso, ele a teria deixado à vista de todos, camuflada de alguma forma. Dupin visita o ministro e, observando os arredores, descobre a carta em um porta-cartões barato pendurado perto da lareira.
Para recuperá-la, Dupin organiza um tumulto na rua para distrair o ministro, enquanto entra na sala e substitui a carta original por uma cópia que havia preparado. Na carta falsificada, Dupin escreve uma citação revelando que pegou o original, prevendo que o ministro o usará e cairá em sua própria armadilha, vingando assim uma antiga mágoa.
A história destaca a capacidade de Dupin de se colocar no lugar do criminoso e pensar como ele, o que lhe permite descobrir o esconderijo da carta. Também demonstra a maestria de Poe em criar um mistério com elementos de dedução e engenhosidade, um distanciamento de seu estilo gótico habitual.